segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A Lenda do Francês

Vídeo de uma comediante parisiense sobre a lenda do francês que não gosta de tomar banho: 




Paris Noël 2013

Natal em Paris: Bastante decoração e iluminação nas ruas e vitrines, e várias feirinhas Village de Noël espalhadas pelos pontos mais turísticos da cidade, vendendo bibelôs e comidas típicas. Só falta a neve.


























domingo, 7 de julho de 2013

C'est bizarre II !




Seis meses depois, ainda existem algumas coisas no mínimo estranhas para se observar na vida cotidiana do parisiense. Nada que nos incomode, pelo contrário, nos diverte e faz refletir sobre certos aspectos e diferenças.

Prosseguindo com a série bizarrices :

Bom um dos esteriótipos mais ouvidos é de que o francês não gosta de tomar banho, certo ? Errado. Eles tomam banho sim, porém o uso de desodorantes me parece um hábito pouco comum. É normal você entrar no metrô - principalmente no verão - e quase desmaiar com o cheiro azedo de CC.

Mesmo no calor, próximo dos 30 graus, encontramos pessoas na rua de écharpes, botas e casacos peludos ( oi? verão?).

Eles se vestem elegantemente, mas depois do curso de francês comecei a notar que alguns professores iam quase todos os dias com a mesma roupa.

O parisiense passa muitos meses sob as baixas temperaturas na maior parte do ano - no entanto, quando o sol aparece eles vão aos parques, se jogam na grama e ficam por horas se bronzeando. De biquíni, sunga ? Não, bem vestidos, muitas vez com roupas de festa ( Ahan!?)



Dia de sol, calor e roupas - Bois de Vincennes


Eles acham estranho se você carrega na bolsa um kit com escova e pasta de dentes para sua higiene após as refeições, pois o francês não é lá muito fã de escová-los. Em alguns apartamentos o vaso sanitário fica em um lugar e o chuveiro e a pia em outro. Resultado. Eles fazem as necessidades e não lavam as mãos (eca!) e mesmo antes de comer não é um hábito frequente.

Quando você vai a um restaurante recebe um, somente um, pequeno guardanapo de papel e, vire-se, porque mesmo que você se suje todo não receberá outro.

O inglês deles é afrancesado e você tem que fazer um certo esforço para entender e decifrar certas coisas.

Quando você vai ao supermercado precisa fazer a matemática francesa, hoje já superada por nós, mas por exemplo : um produto que custe 3,84 se diz "trois quatre vingt quatre", ou seja,  3+40.20+4 = 3,84 socorro !! Não poderia ser trois et oitante et quatre ? 

Costumamos andar de mãos dadas na rua, normal para um casal de brasileiros.  Aqui, ao contrário, cada um anda de um lado, como colegas. Demonstrações de carinho em público ? Quase impossível, exceto para os adolescentes. Em contra partida, os homens se beijam como cumprimento, mas não se abraçam nunca. 

Perto aqui de casa existem algumas boulangeries que são como padarias no Brasil, já falei sobre elas aqui , só que bem mais sofisticadas, chiques e arrumadas lindamente, com um atendimento de primeira feito por senhoras bem apessoadas e super educadas, porém têm horários e as melhores baguettes são vendidas rapidamente, e nós, quase sempre quando chegamos, já acabaram todas. Nas férias de verão algumas fecham durante julho e agosto.

Pra cá não tem hospício. Onde ficam os loucos? Na rua, no metrô, por ai ... Já encontramos uma senhora, distintamente vestida, dando uma aula nos corredores do metrô para seus alunos imaginários usando como quadro um outdoor de um macaco. E não se espante se no meio da viagem de metrô, do nada, ouvir um grito desesperado, uma cantoria sem nexo ou um cocoricó de um galo, são eles, os loucos.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Brocante





Brocantes são feiras organizadas pelas prefeituras e administrações de bairro onde só vale expor e vender artigos usados. Geralmente roupas, livros, discos, velharias, etc.. Os preços são incrivelmente baixos, e a qualidade das coisas pode ser muito boa. Trata-se de uma ocasião festiva, com musica, comidinhas, brincadeiras e atividades paralelas. É uma tradição na França, e ocorrem brocantes em todos os lados em praticamente todos os finais de semana. Basta ter paciência para encontrar os eventos pela internet.






Como funciona ? Basicamente o sujeito faz uma boa arrumação na casa, ou no guarda roupa, e repara que possui uma tonelada de coisas que não usa mais, e ao invés de jogar fora, coloca uma banca na rua, e vende a quinquilharia por preços simbólicos. Para garimpar as coisas melhores é bom ir logo no primeiro dia. Vale pechinchar e propor ofertas. Público principal: imigrantes, aposentados, e pobres em geral, como nós.






Brocante em Joinville-le-Pont


Habitações Sociais





Os Logements sociaux são as moradias populares aqui de Paris e região. Construídos pelo estado, são destinados às populações de classe média baixa e baixa, e possuem administração pública. As pessoas podem comprá-las à baixos juros e a longo prazo (como o BNH no Brasil), ou ainda podem alugá-los à custo menor diretamente com o estado. 7 % dos domicílios na França são desta natureza.

Alguns conjuntos são muito bons, bem tratados e com uma excelente aparência, jardins, etc, podendo às vezes valer muito inclusive. Geralmente a qualidade é inversamente proporcional ao número de andares. Os enormes prédios são em geral os piores, e costumam abrigar as pessoas mais carentes. Um conjunto destes prédios reunidos é conhecido como uma cité, e são as coisas mais próximas do que se entende como favela que existem por aqui.




As cités são em geral situadas em cidades do casco urbano, mas em Paris muitas habitações sociais foram propositalmente erguidas em bairros de classe média, para que não se transformassem em guetos. Foram erguidas à partir da década de 60 em diante, para conter a onda de favelização que ocorria com a chegada principalmente de portugueses e argelinos em massa. Nas cités de periferia são comuns as ocorrências de pequenos delitos, tráfico de drogas, formação de gangues, violência. Um dado curioso: praticamente todos os jogadores da seleção francesa de futebol tem origem nas cités da periferia.

domingo, 9 de junho de 2013

A Fauna Urbana





A empresa RATP, que gerencia todos os transportes coletivos de Île de Frace, criou uma excepcional campanha publicitária para educar os maus usuários do sistema, combinando, em verso, imagens divertidas com conselhos e os nomes das linhas, seguidos pela frase Sejamos civilizados por toda linha. Os cartazes estão por todas as estações de mêtro e RER, ônibus, etc. A mensagem é clara: se você não sabe agir com cidadania você é um animal. Abaixo alguns dos cartazes com a tradução:

Quem pula por cima de uma roleta pode dar de cara com um controle (de bilhetes) na plataforma



Quem sobe no trem empurrando 5 pessoas não vai partir mais rápido por causa disso



Quando ela atinge 86 decibéis um segredo não tem mais nada de confidencial



Quem arrulha (fica de amorzinho) no meio da passagem vai criar com certeza um engarrafamento


Quem viaja com carga nas costas retira sua mochila para incomodar menos

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Primavera

Bois de Vincennes

Teoricamente 21 de março marca o início da primavera no hemisfério norte, muito esperada e celebrada não só porque traz o colorido das flores e o verde mais vivo as árvores, mas também pela esperança de dias mais quentes e felizes para a vida dos franceses.

Saint-Germain-en-Laye
São os dias ensolarados que nos levam a crer na importância que o astro rei tem na vida dos parisienses. As ruas, praças, parques e cafés lotam de pessoas que não querem fazer nada, simplesmente se banharem na luz solar e aproveitarem o conhecido "savoir vivre"(saber viver) que por aqui faz-se muito bem.

Charenton-le-Pont, nosso quartier (nosso bairro)

Vincennes - as flores são para serem admiradas e não arrancadas.

Não é à toa que o mais famoso rei da França, Louis XIV se auto proclamava "Le Roi-Soleil" (O Rei Sol), aquele que brilha e dá vida a todos. Uma forma de demonstra aos seus súditos seus poderes inexauríveis e irradiar sua autoridade suprema. O Sol, a vida, a força - o Astro - Rei !

Jardin des Tuileries

Rambouillet
Château de Rambouillet

Contudo, apesar das flores e dos tímidos dias de sol, as temperaturas ainda não atingiram o prelúdio de um verão próximo. Depois de um inverno severo, os franceses aguardam ansiosos as altas meteorológicas, mas, por enquanto, nada ... Quem guardou os casacos e sobretudos coloco-os em uso novamente, 10, 9 e até 7 graus veem atingindo essa que seria uma das primaveras mais frias na França desde 1998.

Voilà ! Que venha a primavera !

terça-feira, 7 de maio de 2013

Les Hôtels Particuliers


Aqui na França, a cada lugar que passamos, conservo um hábito que já tinha no Brasil: o de admirar belas casas. É muito bom contemplar um casarão, e ficar imaginando o seu preço, quem mora lá, reparar nos jardins, a história, quem mandou construir, etc. Por aqui, as versões locais são os hôtels particuliers, que podem ser traduzidos fielmente como "residências particulares", , mas cujo sentido significa mesmo casarão, mansão. Elas não são gigantes e ostentatórias como os châteaux, que são os castelos, os palácios, as enormes residências que restaram da antiga aristocracia e da realeza. Hoje em dia, boa parte dos châteaux restantes foram convertidos em museus públicos (aqueles que passaram para o controle estatal após a revolução) ou privados, embora ainda restem um bom número de châteaux habitados por particulares, hábito considerado inclusive até um pouco decadente aqui na França.

Sendo assim, as mansões daqui, são os hôtels particuliers. Para ser considerada como tal, a residência deve ser destacada, ou seja, não  geminada, em geral dotadas de um belo jardim (jamais dão a frente direto para a calçada da rua), e deve ter sido construída para ser habitada por uma única família, quase sempre burguesa e bem de vida. Desta forma, diferenciam-se dos hôtels de rapport, moradia de 99 % dos franceses, ou seja, as residências habitadas por numerosos inquilinos e famílias distintas que são os prédios de apartamentos e casas geminadas, ou mesmo das maisons de ville, as casa de vila, de tamanho regular e sem luxos adicionais, reservadas às pessoas "comuns".

As demeures de charme (moradas de charme) como também são chamadas estas residências, proliferaram no século XIX, mas depois entraram em processo de extinção, seja pelas mudanças exigidas pela urbanização, seja pela afronta que representam, ou seja pela falência das familias que os construíram mas não eram/são mais capazes de manter tamanho parimônio. Boa parte foi demolida para dar espaço para prédios, ou convertida em diversos apartamentos menores, ou transformadas em restaurantes ou em um conjunto de consultórios médicos, por exemplo. Mas algumas resistem, expremidas entre os prédios, ou agora geminadas pela voracidade dos prédios, e aqui abaixo seguem as fotos de algumas destas belas e centenárias edificações, e suas respectivas cidades. No centro de Paris desapareceram quase por completo, mas em outras vilas ainda podem ser encontradas umas ou outras:


Entre dois prédios, em Vincennes


Um enorme hôtel particulier que resiste, agora geminado à um prédio, em Charenton-le-Pont

Um belo hôtel em Chantilly

Esta em Saint - Mandé, de frente para o parque, deve valer muito .. 


Hôtel particulier em La Varenne, em estilo normando


terça-feira, 30 de abril de 2013

Les Pietons






Pieton quer dizer pedestre. Nestes quase quatro meses que vivemos aqui talvez esta tenha sido o fator de maior mudança em relação à nosso estilo de vida no Brasil. Lá éramos motoristas completamente sedentários dependentes dos carros, e fazíamos tudo atrás do volante, mas aqui obviamente não temos carros, então nós somos pedestres.

Mas não foi uma mudança ruim. Pelo contrário, nos consideramos orgulhosos de nosso perfil marchante. Primeiro porque, ter carro é um saco. O carro custa caro, ocupa espaço, bebe gasolina, e o IPVA e vistoria são duas chagas inevitáveis. O carro é caprichoso, enguiça, fura pneu, gasta óleo, exige uma cara manutenção, lavagens periódicas, e ninguém que tenha carro pode viver sem um seguro, porque quando você menos espera alguma jabiraca pode engatar na sua traseira. Para completar, no Brasil, um carro atrai bandidos, vândalos, mecânicos aproveitadores, e finalmente, dirigir é muito chato e estressante. Mas, mesmo com tudo isso, era inevitável para nós ter um carro no Brasil. Porque ? Porque o sistema de transporte público no Brasil é um lixo, e embora não seja impossível, é muito difícil viver uma vida sem carro no Brasil. Sei disso porque quando acontecia de ficar sem carro por alguns dias, tudo virava um caos. Não é à toa que no Brasil o carro é o maior sonho de consumo das pessoas. Mas agora nos consideramos aliviados de não possuir um carro, e nos damos conta do mal que ele causa e do espaço que ocupava no orçamento e em nossas mentes. 

Aqui o sistema de transporte funciona, e muito bem. Ele não é nem um pouco glamoroso, perfumado ou elegante. Porém é abundante, pontual e confiável. Sendo assim, ter um carro em Paris e região (e são muitos carros) é realmente um luxo. A rede de transportes é impressionantemente completa e abrangente, e é praticamente impossível aqui não existir uma maneira dentro da rede de te levar do ponto A para o ponto B. Todos usam, sem exceção, do indigente ao executivo, e por isso a fauna dos usuários é sempre divertida e muito interessante de se observar: tem rico, pobre, madame, banguela, mendigo, cachorro (muitos), patricinha, dândis, mulheres elegantes, gente recitando o corão em voz alta, adolescentes barulhentos, músicos, gente berrando no celular, loucos, poetas, bêbados, velhinhas, carrinhos de bêbe, famílias e maloqueiros. Ou seja, tem de tudo neste resumo da mistura cultural e social que é Paris, onde nada que se veja é surpreendente.




Aqui todo o sistema de transporte é publico e gerenciado pelo estado, através da empresa RATP. É uma empresa muito organizada, pontual, e o nível de respeito ao usuário é muito alto. Os funcionários são bem treinados, simpáticos dentro do possível, muito bem uniformizados e respeitosos. As tarifas são justas, e o sistema de adesão, carta Navigo, permite que você se locomova à vontade dentro das áreas escolhidas, sem limite de viagens, meio de transporte ou o que quer que seja, pagando uma taxa fixa por mês. É o ideal para quem mora na cidade e arredores. Para completar, no sábado e domingo ele inclui qualquer área dentro de Île-de-France, e por causa disso já fomos de graça para cidades tão distantes como Fontainebleau, há 60 km de Paris, por exemplo. A seguir, um pequeno resumo dos transportes que formam a complexa rede, toda intrincada, interconectada e muito completa.


Estação moderníssima do Metro linha 14 


Estação "clássica" com azulejos brancos e afiches art nouveau. Algumas estão caindo aos pedaços


Metro - É o carro chefe da rede, com mais de cem anos, é o segundo mais velho do mundo. O mais usado, amado e maltratado pelo povo. É sinônimo de Paris. Aqui tem um ditado "Quem não anda de metrô não é parisiense". Não é apenas um meio de transporte, mas um estilo de vida para seus usuários. Uma verdadeira cidade subterrânea onde se encontra de tudo. Existem estações moderníssimas e impecáveis, interessantes. Algumas são temáticas, como a estação arts et métiers, que lembra um submarino. Outras são culturais, como a do Château de Vincennes, que abriga um mini museu. outras caindo aos pedaços e que não escondem os seus 100 anos. Pontos fortes: rápido, seguro, confiável, abundante, pontual. Pontos fracos: superlotados nos horários de pico, sujeira (proporcional ao número de usuários, até que não é tão mal), pixações, e quantidade de sem abrigos e mendigos que vivem nas estações.


Estação do Mêtro arts et métiers, imitando o interior de um submarino, com escotilha e tudo

Ônibus - Excelente, do tipo que o motorista dá bom dia a cada passageiro que entra. Estão por todos os lados. Pontos fortes: limpos, frota moderna (da Renault - claro que não seriam da Mercedes), seguros,confortáveis, bem frequentado (jamais há malucos, mendigos ou músicos), pontuais, e você ainda viaja olhando a paisagem de Paris. Ponto fraco: lento quando comparado ao metrô, sujeito às condições de trânsito.





Tramway - É o bonde, trens de superfície que substituíram a antiga petite ceinture, e contornam toda a cidade. Super modernos e confortáveis, são os mais novos a se juntar à rede. Pontos fortes: modernos, seguros, confiáveis, silenciosos, sem mendigos, abundantes, confortáveis e pontuais. Ponto fraco: não tem.





RER - Complexa malha de trens que ligam Paris à todas as cidades de sua região metropolitana, aeroportos e parques, como a Disney e Versailles, por exemplo. É considerado o maior orgulho da engenharia francesa do pós guerra, e do governo socialista. Uma rede invejável de trens urbanos, que se transformam em mêtro logo que atingem a cidade de Paris. Sua rede, quando subterrânea, é própria e independente do metrô. Suas estações são gigantescas, e os trens podem ter um ou dois andares. Uma beleza para quem gosta de trens, como eu. Pontos fortes: muito abrangente, colocando uma pessoa que vive à dezenas de kilômetros de Paris dentro da cidade em até 30  minutos, trens confortáveis, pontuais, limpos (algumas pixações apenas), seguros. Ponto fraco: um bilhete pode sair caro, de acordo com a distância a ser percorrida. Nos dias de neve forte o sistema não anda.





Transilien - São os trens das "grandes linhas", como eles chamam por aqui, que interconectam Paris e as cidades que se situam além da "grande couronne", ou seja, além da área metropolitana. São gerenciados pela SNCF, empresa parceira da RATP, também estatal. Geralmente são trajetos longos, com 40 minutos ou mais. Mesmo assim boa parte das pessoas que trabalham e circulam por Paris chegam até aqui através deles, nas grandes estações (Gares de Lyon, Montparnasse, Austerlitz, Gare du Nord). No final de semana o fluxo se inverte, e são os Parisienses que o utilizam para dar uma escapada no "campo". Se tiver passe Navigo melhor ainda, pois a viagem sai de graça no sábado e domingo. Pontos fortes: trens rápidos e confortáveis, pontuais, limpos, seguros. Ponto fraco: um bilhete pode sair caro, de acordo com a distância a ser percorrida   


Transilien na Garre de Lyon

Vélib - Mistura das palavras "Vélo" (bicicleta) com "libre" (livre). Um magnífico meio de transporte que consiste em pegar uma bicicleta numa das centenas de estações e devolvê-la em outra. As bicicletas são novas, tem cestinha, câmbio, lanterna e farol. As ciclovias são fartas, sinalizadas e respeitadas. É preciso dirigir respeitando as normas de tráfico: sinais de trânsito e faixa de pedestres. Uma beleza. É o melhor meio para se locomover em médias distâncias no centro de Paris, divertido e com um ventinho no rosto, em meio às paisagens maravilhosas (nada como pedalar nas margens do Sena, ao lado de Notre Dame, etc). Muito utilizado, inclusive por pessoas de idade, "madamas" e engravatados. Pontos fortes: abundantes, prático, ecológico, barato (paga-se uma taxa equivalente a 2,90 euros por mês adicional ao Navigo para usar à vontade). Ponto fraco: os motoristas respeitam as bicicletas como se fossem um carro ou uma moto. Porém, se o ciclista for distraído, imprudente, ou descuidado, pode ser lambido por uma carro ou ônibus, ou mesmo atropelar um pedestre.







Autolib - O mesmo sistema do vélib, só que com carros elétricos. O sujeito simplesmente pega o carro em um lugar e devolve em outro. Pontos fortes: ecológico e prático. Pontos fracos: a assinatura do sistema é burocrática e o seguro é cara, o número de viaturas ainda é pequeno, e ainda está em fase de experimentação. Nunca usei, pois a assinatura é cara para mim, mas com certeza é uma opção inteligente para quem quer usar um carro.





Voguéo - Projeto piloto que colocará barcos navettes para levar passageiros à estações ao longo do Sena e periferias. Seria um ônibous aquático. No momento em processo de avaliação e experimentação, sobretudo quanto a sua viabilidade econômica. Depende da aprovação do conselho de transportes. Se funcionar vai ser muito bom. Só por curiosidade seria um retorno ao primeiro meio de transporte coletivo a existir na cidade: o barco, que reinou absoluto por mais de um século, e depois foi engolido pelos trens e metrôs.



Navette no Sena, em frente à Biblioteca Nacional François Mitterrand


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