segunda-feira, 9 de junho de 2014

Coupe du Monde Brésil 2014

Claro que com a Copa do Mundo, uma onda de publicidade e eventos do Brasil invadiu a França. Agora tem Brasil e Verde e Amarelo por todo lado. Os Franceses adoram futebol e Copa do Mundo, e estão todos muito empolgados pelo fato da copa ser no Brasil. Por causa da natureza problemática do Brasil, já me perguntaram mais de vinte mil vezes se vai ter copa, o que eu acho da copa, se tudo vai ficar pronto à tempo, etc, etc etc. Na televisão já assisti uns quatro programas de quase duas horas sobre a seleção brasileira (eles chamam de "seleção" em português mesmo), e sobre o Brasil (hoje à noite terá outro no TF2), claro, sempre focalizando nosso " patrimônio cultural " : Favela, Caos, Violência, Corrupção, falta de planejamento, o de sempre. O canal "Arte" colocou no ar um documentário gigante sobre a Guerra urbana no Rio, que me deu até tristeza, de tão bem feito, mostrando com detalhes a tragédia cotidiana do Rio e o calvário dos cariocas. O plano do governo de sediar a copa para promover uma boa imagem fantasiosa do Brasil até agora só deu errado, porque com tanta imundície, miséria e violência, a copa só está queimando o filme do país mais do que nunca, simplesmente por promover com estardalhaço aquilo que nós já estamos cansados de conhecer. 










Esses são os Vídeos da TF 1 , que vai transmitir os jogos.


                                            

    

Esse é um vídeo de um grupo de humor semelhante ao "Porta dos Fundos" brasileiro, que ataca Michel Platini, que agora é cartola da FIFA. Em resumo: os cartolas da FIFA querem se dar bem com a copa, mas estão chateados com os brasileiros "meninos mimados", que deveriam estar contentes pela instituição ter lhes dado a copa, mas agora protestam e correm o risco de estragar a festa.





domingo, 23 de março de 2014

Poluição em Paris

A poluição foi o tema principal aqui, destas duas ultimas semanas. Com níveis de partículas considerados alarmantes, um rodízio de carros foi implantado em Paris, e os transportes públicos funcionaram gratuitamente por 5 dias. Existem suspeitas de que: trata-se de uma campanha de satanização dos carros, um objeto cada vez mais considerado monstruoso, poluente e pouco necessário, e que só atrapalha o fluxo urbano e torna a cidade feia, sendo ultimamente muito mal visto por urbanistas dos grandes centros europeus, que querem se ver livres da maior parte deles. É a guerra contra os carros: para estes urbanistas, os carros podem ser bons para a China, para o terceiro mundo, ou para os "estúpidos americanos", mas não para a Europa. Ou ainda, para os mais desconfiados, o rodízio é uma boa forma da prefeitura encher o caixa com mais multas. Veja este vídeo.


sábado, 22 de março de 2014

História de Paris - Parte 04 : A grande Paris

Ultimo episódio da mini-série História de Paris, legendado em português. Para assistir as 3 primeiras partes ver as postagens anteriores a esta. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Historia de Paris - Parte 03 : A revolução Haussmann

Continuação, com a terceira parte legendada. para assistir a primeira parte clique AQUI, e para assistir a segunda parte clique AQUI



quarta-feira, 19 de março de 2014

Historia de Paris - Parte 02 : Do renascimento ao iluminismo

Continuando os videos legendados da História de Paris. Para a primeira parte clicar AQUI

História de Paris - Parte 01 : Nascimento de uma capital

Esse é um interessante vídeo, parte um de quatro, que conta de maneira resumida a história de Paris, desde a ocupação dos gauleses, até o final da idade média. É um mini documentário do Arte, um canal metade alemão e metade francês, que é o melhor da grade, especializado em programas educativos de alto nível, Na medida que eu tiver mais tempo vou legendando as outras partes e postando aqui. Para quem se interessa, vale à pena assistir. Espero que gostem.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A Lenda do Francês

Vídeo de uma comediante parisiense sobre a lenda do francês que não gosta de tomar banho: 




Paris Noël 2013

Natal em Paris: Bastante decoração e iluminação nas ruas e vitrines, e várias feirinhas Village de Noël espalhadas pelos pontos mais turísticos da cidade, vendendo bibelôs e comidas típicas. Só falta a neve.


























domingo, 7 de julho de 2013

C'est bizarre II !




Seis meses depois, ainda existem algumas coisas no mínimo estranhas para se observar na vida cotidiana do parisiense. Nada que nos incomode, pelo contrário, nos diverte e faz refletir sobre certos aspectos e diferenças.

Prosseguindo com a série bizarrices :

Bom um dos esteriótipos mais ouvidos é de que o francês não gosta de tomar banho, certo ? Errado. Eles tomam banho sim, porém o uso de desodorantes me parece um hábito pouco comum. É normal você entrar no metrô - principalmente no verão - e quase desmaiar com o cheiro azedo de CC.

Mesmo no calor, próximo dos 30 graus, encontramos pessoas na rua de écharpes, botas e casacos peludos ( oi? verão?).

Eles se vestem elegantemente, mas depois do curso de francês comecei a notar que alguns professores iam quase todos os dias com a mesma roupa.

O parisiense passa muitos meses sob as baixas temperaturas na maior parte do ano - no entanto, quando o sol aparece eles vão aos parques, se jogam na grama e ficam por horas se bronzeando. De biquíni, sunga ? Não, bem vestidos, muitas vez com roupas de festa ( Ahan!?)



Dia de sol, calor e roupas - Bois de Vincennes


Eles acham estranho se você carrega na bolsa um kit com escova e pasta de dentes para sua higiene após as refeições, pois o francês não é lá muito fã de escová-los. Em alguns apartamentos o vaso sanitário fica em um lugar e o chuveiro e a pia em outro. Resultado. Eles fazem as necessidades e não lavam as mãos (eca!) e mesmo antes de comer não é um hábito frequente.

Quando você vai a um restaurante recebe um, somente um, pequeno guardanapo de papel e, vire-se, porque mesmo que você se suje todo não receberá outro.

O inglês deles é afrancesado e você tem que fazer um certo esforço para entender e decifrar certas coisas.

Quando você vai ao supermercado precisa fazer a matemática francesa, hoje já superada por nós, mas por exemplo : um produto que custe 3,84 se diz "trois quatre vingt quatre", ou seja,  3+40.20+4 = 3,84 socorro !! Não poderia ser trois et oitante et quatre ? 

Costumamos andar de mãos dadas na rua, normal para um casal de brasileiros.  Aqui, ao contrário, cada um anda de um lado, como colegas. Demonstrações de carinho em público ? Quase impossível, exceto para os adolescentes. Em contra partida, os homens se beijam como cumprimento, mas não se abraçam nunca. 

Perto aqui de casa existem algumas boulangeries que são como padarias no Brasil, já falei sobre elas aqui , só que bem mais sofisticadas, chiques e arrumadas lindamente, com um atendimento de primeira feito por senhoras bem apessoadas e super educadas, porém têm horários e as melhores baguettes são vendidas rapidamente, e nós, quase sempre quando chegamos, já acabaram todas. Nas férias de verão algumas fecham durante julho e agosto.

Pra cá não tem hospício. Onde ficam os loucos? Na rua, no metrô, por ai ... Já encontramos uma senhora, distintamente vestida, dando uma aula nos corredores do metrô para seus alunos imaginários usando como quadro um outdoor de um macaco. E não se espante se no meio da viagem de metrô, do nada, ouvir um grito desesperado, uma cantoria sem nexo ou um cocoricó de um galo, são eles, os loucos.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Brocante





Brocantes são feiras organizadas pelas prefeituras e administrações de bairro onde só vale expor e vender artigos usados. Geralmente roupas, livros, discos, velharias, etc.. Os preços são incrivelmente baixos, e a qualidade das coisas pode ser muito boa. Trata-se de uma ocasião festiva, com musica, comidinhas, brincadeiras e atividades paralelas. É uma tradição na França, e ocorrem brocantes em todos os lados em praticamente todos os finais de semana. Basta ter paciência para encontrar os eventos pela internet.






Como funciona ? Basicamente o sujeito faz uma boa arrumação na casa, ou no guarda roupa, e repara que possui uma tonelada de coisas que não usa mais, e ao invés de jogar fora, coloca uma banca na rua, e vende a quinquilharia por preços simbólicos. Para garimpar as coisas melhores é bom ir logo no primeiro dia. Vale pechinchar e propor ofertas. Público principal: imigrantes, aposentados, e pobres em geral, como nós.






Brocante em Joinville-le-Pont


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